Pesquisa Dentaria.com
  Artigos
  Educação e Formação
  Apoio Bibliográfico Gratuito
  Em@il Profissional
  Classificados
  Médicos Dentistas
  Congressos
  Especialidades
  imagens
  Jornais e Revistas
 
 
  1 de Outubro de 2022
  63 Utilizadores online
Utiliza o odontograma do software informático da sua clínica?
  Sim
  Não
   
O Dentaria.com lançou um Fórum aberto a toda a comunidade! Participe nos temas em discussão ou abra novos temas!
 
. Ordem dos Médicos Dentistas

. Tabela de Nomenclatura e Valores Relativos (Tabela de Honorários)

. Decreto de Lei que aprova o regime de licenciamento e de fiscalização das clínicas e dos consultórios dentários, como unidades privadas de saúde

. Simposium Terapêutico Online (MediMedia)



 

Publicidade

O Dentaria.com foi-lhe útil? Contribua com um DONATIVO!



Expectativa do paciente em relação à prótese total


Dagmar de Paula Queluz
- Cirurgiã-dentista, MSPH- Master of Sciences in Public Health - EUA;
- Doutora em Clínica Odontológica

Saide Sarkis Dometti
- Professor Titular do Departamento de Prótese e Periodontia
da Faculdade de Odontologia de Piracicaba - UNICAMP


O propósito deste trabalho foi avaliar os pacientes submetidos à reabilitação oral total na Clínica de Graduação da Faculdade de Odontologia de Piracicaba - UNICAMP, verificando a expectativa em relação a nova prótese total. Participaram deste estudo 52 pacientes de ambos os sexos, na faixa etária de 27 a 77 anos, sendo a idade média de 54,56 ± 19,59 anos. Um questionário foi aplicado contendo perguntas sobre: causa da perda dos dentes, mudança em relação a essa perda, por que procurou tratamento protético e quais as expectativas de mudanças após colocar a prótese total nova. Os resultados obtidos mostraram que a maioria dos pacientes apresentam o primeiro grau incompleto (69,2%) sendo 61,5% de pacientes do sexo feminino. A perda dos dentes na maioria (59,6%) foi devido a cárie dentária e doença periodontal. Considerando mudança em relação a perda dos dentes, 42,3% dos pacientes responderam que tiveram problemas relacionados à mastigação, enquanto 21,2% mudanças nos sentimentos tais como: vergonha, arrependimento e timidez. Respondendo a pergunta "Por quê procurou tratamento protético?" 34,6% relataram devido a problemas funcionais (mastigação, dor nas gengivas, etc). Analisando as expectativas de mudança após colocar a prótese total nova: 48,1% esperam melhora na mastigação, 13,5% melhora na estética, sendo que ninguém tinha expectativa de melhora na fonação. Sendo assim, pode-se concluir que os pacientes se preocupam mais com a mastigação e não com a estética, independendo do sexo dos pacientes.
Untitled Document
Introdução

As próteses totais são aparelhos cuja função é reconstituir as funções: mastigatória, fonética, postura e estética; do sistema estomatognático em pacientes totalmente desdentados.

Os passos para a confecção das próteses devem ser seguidos, procurando no momento da seleção, montagem e provas clínicas dos dentes, satisfazer as funções do sistema estomatognático, com a estética bem favorável e agradável. Devemos levar em consideração variáveis tais como: sexo, raça, cor, formato do rosto, relacionamento maxilo-mandibular e outras, apresentados por cada paciente

Embora o número de indivíduos totalmente desdentados tenha diminuído nas últimas décadas, há ainda uma efetiva demanda por tratamento com prótese totais, sendo que a prevalência e o padrão de idade relacionados ao edentulismo total é variável em diferentes grupos populacionais.

Percebemos que a cada ano que passa, aumenta o número de indivíduos à procura de serviços odontológicos pois o mercado está em crescimento: fruto da maior expectatitva de vida (BERQUÓ, 1996). Para que possamos ter idéia: no final do seçulo 1 em cada 20 brasileirors terá 65 anos e mais (8.658.000 idosos). Em 2020 essa proporção será de 1 para 13, com 16.224.000 idosos, sendo este crescimento maior nos países em desenvolvimento. Em 2020, cerca de metade da população será inativa (crianças e idosos). Em 2025, o Brasil será o sexto país em população idos (33.1 milhões). Os cinco serão China, Índia, Rússia, EUA e Japão respectivamente (IBGE-ONU, 1999). Apenas na cidade de São Paulo, viviam mais de um milhão de pessoas em 1996. Mas se a expectativa de vida aumentou, a qualidade da saúde bucal não melhorou (ONU, 1982). Dados obtidos através de levantamento epidemiológico realizado pelo Ministério da Saúde em 16 capitais brasileiras em 1986, mostraram que pessoas entre 65 e os 69 anos de idade só têm um dente são (PINTO, 1994; PINTO, 1996). E das que ainda têm dentes, 98% têm doenças gengivais.

Essa realidade, porém deve começar a mudar. É que além da maior expectativa de vida, o perfil do idoso também mudou graças aos programas destinados a Terceira Idade.

PEREIRA et al. (1996) concluíram em seu estudo a importância de programas educativos no Brasil de atenção odontológica para a Terceira Idade. Programas preventivo-educativo em pacientes jovens diminuíra a necessidade de prótese totais em pacientes idosos.

É preciso compreender o idoso como um paciente especial, o qual necessita mais paciência, mais cuidado e que precisa ser ouvido com atenção.

Fatores psicológicos dos pacientes são analisados por diferentes autores sendo unânime em salientar a importância do aspecto psicológico em relação a prótese total (GIDDON & HITTLEMAN 1980; RAHMTULLA,1982; LAIRD et al. 1989; DOMITTI et al., 1990; VERVOORN et al. 1991; MOLTZER et al. 1996).

Recomenda-se ao paciente portador de prótese total procurar o cirurgião-dentista a cada cinco anos para uma análise criteriosa para confecção de novas dentaduras.

Estética, harmonia facial, desgaste dos dentes, envelhecimento precose, falta de retenção, reabsorção óssea, dores em algumas áreas são alguns itens importantes para indicação ou não de uma nova dentadura.

Observou-se que as perdas dentais, acarreta alteração significativa do esqueleto facial, morfologia e tecidos moles, em conseqüência do desequilíbrio funcional e oclusal.

Muitos pacientes desdentado total portadores de próteses totais duplas, queixam-se das instabilidade da prótese, dificuldades na mastigação e fala. A avaliação fonoaudiológica menciona-se alteração na deglutição, mastigação e fala.

Após instalação da prótese pode ocorrer que as pessoas se preocupem com o ruído que possam fazer com os dentes ao se tocarem; ou com um pequeno embaraço na conversação; outras reclamam a quantidade anormal de saliva na boca, certo número de pessoas preocupam-se com possíveis mudanças em sua expressão facial normal; ainda outras, com a dentadura inferior deslocando-se continuamente. Quase todas as pessoas se queixam que ficam com a "boca cheia" ao colocarem dentaduras. Na maioria das vezes, estes "problemas", quando existirem, desaparecerão em curto espaço de tempo e para sempre.

Muitos pacientes não ficam satisfeitos com a nova dentadura ao instalar. Existe um período de adaptação, sendo que a prótese inferior leva quatro vezes mais tempo do que a superior (Orientando o paciente, 1995).

Em contrapartida existem pessoas que estão mais felizes e saudáveis com a prótese total, do que seus próprios dentes. Algumas inclusive acham que sua aparência tem melhorado e, muitos outros comentam que podem comer melhor e mais confortavelmente.

Esses quesitos positivos ou negativos podem corroborar com a expectativa do paciente em relação a prótese total.
BAER et al. (1992) estudaram a satisfação dos pacientes em relação a prótese. Foram selecionados 29 pacientes (14 homens e 15 mulheres, idade média de 70 anos ± 3,5 anos). Após dez dias da instalação da prótese, foi entregue aos pacientes um questionário sobre grau de satisfação em relação a prótese utilizando uma escala.

Correlação foi feita separadamente por gênero controlando a idade. O estudo sugere que o gênero do paciente deve ser um importante fator em relação ao grau de satisfação.

GARRETT et al. (1996) estudaram em 21 pacientes com prótese mal ajustada antes e depois do tratamento. Após ajustes os pacientes mostraram-se satisfeitos em relação a mastigação, retenção e fonética.

KIAUSINIS et al. (1996) estudando o comportamento clínico nos pacientes em relação a dois tipos de próteses totais considerou os fatores: mastigação, retenção, estabilidade, conforto e fonética. No que dizia respeito aos fatores retenção e fonética, as diferenças médias entre as duas próteses foram clinicamente pouco significativas.

DIEHL et al. (1996) investigaram 60 pacientes portadores de prótese totais antes e depois da instalação da prótese durante 18 meses. Não apresentaram significante associação as características: sexo, raça, nível sócio-econômico, escolaridade, estado civil, anatomia das maxilas com o sucesso da prótese total. Variáveis psicosocial, tal como expectativa antes do tratamento, satisfação com o serviço dentário e saúde mental mostraram uma acentuada associação com o sucesso da prótese.

WOLF (1998) pesquisou pacientes portadores de próteses ou de implante dentário a fim de compreender os aspectos psicológicos envolvidos na perda dos dentes. A análise do material obtido mostrou a importância dos dentes para a identidade e para a integridade egoíca das pessoas e revelou que o paciente, quando busca recursos odontológicos para substituição dos dentes perdidos, está também demandando a reconstituição de sua imagem pessoal e social.

Proposição

O presente estudo teve como objetivo avaliar os pacientes submetidos à reabilitação oral total na Clínica de Graduação da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas, verificando a expectativa em relação a nova prótese total.

Materiais e Médodos

Participaram deste estudo 52 pacientes submetidos a reabilitação oral total da Clínica de Graduação da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas. Estes pacientes eram de ambos os sexos e nível sócio-econômico predominantemente baixo.

Como instrumento para coleta de dados foi utilizado um questionário o qual foi aplicado antes do início do tratamento. Os alunos do V semestre do Curso de Graduação em Odontologia em 1998 perguntaram aos seus pacientes oralmente cada questão. As respostas dadas eram escritas pelos alunos e não pelos próprios pacientes. Os questionários foram devolvidos e arquivados para posterior análise.

O questionário era composto de um cabeçalho destinado à identificação do paciente, sexo, faixa etária, escolaridade e mais quatro questões destinadas a investigar aspectos positivos e negativos em relação a nova prótese total.

Citaremos e explicaremos as questões colocadas a seguir.

1- Como você perdeu seus dentes?
Esta questão verificava se o paciente sentia-se responsável pela perda dos seus dentes, se ele responsabilizava seu dentista ou acreditava que a perda de seus dentes ocorreu por velhice, heredietariedade, remédios, doenças, deficiência de higiene bucal, dificuldade financeiras, etc.

2- O que mudou em sua vida quando você perdeu seus dentes?
Esta questão visa informar sobre em que aspectos o paciente se sentia insatisfeito com a perda dos dentes (funcionais, estéticos ou sociais)

3- Por que você resolveu colocar uma dentadura?
Pretendia-se, nesta questão saber os motivos que levaram o paciente a procurar tratamento protético.


4- O que você acha que vai mudar em sua vida após a colocação da dentadura?
Esta questão nos informou quais eram as expectativas de mudanças após a reabilitação total do paciente.


Resultados e discussão

Após aplicado o questionário obtivemos as respostas e analisamos estatisticamente utilizando o programa EPI INFO (DEAN et al. 1990).

Os pacientes de ambos os sexos (TABELA 1) apresentam faixa etária entre 27 e 77 anos, sendo a idade média de 54,56 ± 19,59 anos (TABELA 2). Apenas 25% dos pacientes apresentam idade inferior a 50 anos.

TABELA 1: Sexo dos pacientes

SEXO
Freq
Percent
Cum
feminino
28
61,5%
61.5%
masculino
20
38.5%
100.0%
Total
52
100.0%

TABELA 2: Faixa etária dos pacientes

Faixa etária
Freq
Percent
Cum.
nulo
4
.7%
77.7%
27
1
1.9%
9.6%
34
1
1.9%
11.5%
35
1
1.9%
13.5%
37
1
1.9%
15.4%
38
1
1.9%
17.3%
42
1
1.9%
19.2%
44
2
3.8%
23.1%
45
1
1.9%
25.0%
50
1
1.9%
26.9%
54
4
7.7%
34.6%
55
1
1.9%
36.5%
56
2
3.8%
40.4%
59
2
3.8%
44.2%
60
1
1.9%
46.2%
61
2
3.8%
50.0%
62
4
7.7%
57.7%
63
1
1.9%
59.6%
64
2
3.8%
63.5%
65
3
5.8%
69.2%
67
2
3.8%
73.1%
68
3
5.8%
78.8%
69
4
7.7%
86.5%
70
2
3.8%
90.4%
71
1
1.9%
92.3%
73
2
3.8%
96.2%
76
1
1.9%
98.1%
77
1
1.9%
100.0%
Total
52
100.0%

Média: 54,558 Desvio Padrão: 19,593

Os resultados mostram que a maioria dos pacientes apresentam o primeiro grau incompleto (69,2%) e 11,5% são analfabetos evidenciando o baixo nível de escolaridade (TABELA 3).

TABELA 3: Escolaridade dos pacientes

Escolaridade
Freq
Percent
Cum.
1o grau completo
9
17.3%
17.3%
1o grau incompleto
36
69.2%
86.5%
2o grau incompleto
1
1.9%
88.5%
analfabeto
6
11.5%
100.0%
Total
52
100.0%

A perda dos dentes na maioria (59,6%) foi devido a cárie dentária e doença periodontal (TABELA 4) . Considerando mudança em relação a perda dos dentes, 42,3% dos pacientes responderam que tiveram problemas relacionados à mastigação, enquanto 21,2% mudanças nos sentimentos tais como: vergonha, arrependimento, timidez (TABELA 5). Respondendo a pergunta: por que procurou tratamento protético: 34,6% relataram devido a problemas funcionais (mastigação, dor nas gengivas, etc.) (TABELA 6). Analisando as expectativas de mudança após colocar a prótese total nova: 48,1% esperam melhora na mastigação, 13,5% melhora na estética , sendo que ninguém tinha expectativa de melhora na fonação(TABELA 7).

Explicações para a perda dos dentes

a) Ênfase em doenças bucais
Exemplos de relatos:
" extração dos dentes devido à cárie dental "
" devido a piorréia, cáries, periodontites... "

b) Ênfase em deficiências de higiene bucal
Exemplos de relatos:
" ...por sujeira e por descuido "
" perdeu por falta de higiene e maus tratos "

c) Ênfase em dificuldades financeiras
Exemplos de relatos:
" ...por falta de condições de pagar um tratamento "
" ...devido à falta de condições financeiras "

d) Outros motivos
Exemplos de relatos:
" indicação para prótese por outro dentista "
" falta de orientação odontológica "
" erro do dentista "
" por causa da gravidez "

TABELA 4 : Explicações para a perda dos dentes

Explicações
Freq
Percent
Cum.
anulado
8
15.4%
15.4%
doença bucal
31
59.6%
75.0%
falta de higiene bucal
3
5.8%
80.8%
problemas financeiras
5
9.6%
90.4%
outro
5
9.6%
100.0%
Total
52
100.0%

Mudanças de vida após a perda dos dentes

a) Aspectos funcionais relacionados a mastigação
Exemplos de relatos:
" não conseguiu se alimentar direito "
" dificuldade para se alimentar"

b) Aspectos relacionados a fonação
Exemplos de relatos:
" dificuldade para se e falar "

c) Aspectos estéticos
Exemplos de relatos:
" o paciente relata uma mudança em sua fisionomia "
" ...sente falta de sorrir "

d) Aspectos subjetivos ( arrependimento, vergonha, timidez, etc... )
Exemplos de relatos:
" vergonha para se comunicar com as outras pessoas "
" se arrependeu "

e) Outras mudanças
Exemplos de relatos:
" nada "
" melhorou após a perda dos dentes "
" perda da saúde em geral "

TABELA 5: Mudanças de vida após a perda dos dentes

Mudança
Freq
Percent
Cum.
anulado
8
15.4%
15.4%
mastigação
22
42.3%
57.7%
fonação
2
3.8%
61.5%
estética
6
11.5%
73.1%
sentimentos
11
21.2%
94.2%
outras
3
5.8%
100.0%
Total
52
100.0%

Explicações para a procura do tratamento protético

a) Problemas funcionais após perda dos dentes
Exemplos de relatos:
" para ter uma mastigação adequada "
" ...quando mastigava a gengiva doia "
" muita dor, principalmente na ATM ( Articulação Temporo-Mandibular ) "

b) Problemas estéticos após a perda dos dentes
Exemplos de relatos:
" melhorar a estética "
" sorrir "

c) Problemas funcionais com a prótese anterior
Exemplos de relatos:
" dentadura atual já está gasta "
" não se adaptou as PPRs ( Próteses Parciais Removíveis ) "

d) Problemas estéticos com a prótese anterior
Exemplos de relatos:
" ...a prótese velha está muito gasta e feia "

e) Outros motivos:
Aspectos subjetivos relacionados ao tratamento odontológico
Exemplos de relatos:
" medo de dentista "
" por vergonha "
" ...as condições financeiras favoreciam a colocação da PT ( Prótese Total ) ao invés de tratar os dentes "
" por achar mais saudável "

TABELA 6: Explicações para a procura do tratamento protético

Explicações
Freq
Percent
Cum.
anulado
17
32.7%
32.7%
problemas funcionais
18
34.6%
67.3%
problemas estéticos
4
7.7%
75.0%
funcional com a prótese anterior
9
17.3%
92.3%
estético com a prótese anterior
3
5.8%
98.1%
outros
1
1.9%
100.0%
Total
52
100%


Expectativas de mudanças após o tratamento protético

a) Aspectos funcionais relacionados a mastigação
Exemplos de relatos:
" ter uma mastigação adequada "
" restabelecer as funções perdidas "

b) Aspectos funcionais relacionados a fonação
Exemplos de relatos:
" maior chance de conversa... "
c) Aspectos estéticos
Exemplos de relatos:
" acho que vai ficar mais bonito "
" mudará a aparência "

d) Aspectos subjetivos
Exemplos de relatos:
" vou perder a vergonha de frequentar os lugares e de sorrir "
" sentiu-se aliviada "

e) Outras
Exemplos de relatos:
" ...as coisas vão melhorar "
" já usa dentadura "
" ...tudo "

TABELA 7: Expectativas de mudanças após o tratamento protético

Expectativas Freq. Percent Cum.
anulado
17
32.7%
32.7%
melhora na mastigação
25
48.1%
80.8%
melhora na fonação
0
0.0%
80.8%
melhora na estética
7
13.5%
94.2%
melhora nos sentimentos
1
1.9%
96.2%
outros
2
3.8%
100.0%
Total
52
100.0%

Analisando as opções mastigação e estética nas questões sobre explicações para a procura do tratamento protético ou expectativas de mudanças após o tratamento protético com sexo; observamos não significância (p > 0,05) comparando mastigação e estética em relação ao sexo após aplicação do CHI-SQUARE.

Conclusão

Pode-se concluir que os pacientes com o desejo de prótese total:
- apresentam idade ³ a 50 anos (75%) e baixo nível de escolaridade;
- demonstram que a perda dos dentes na maioria (59,6%) foi devido a cárie dentária e doença periodontal;
- consideram a mastigação o principal motivo em relação a: mudança em relação a perda dos dentes, motivo que levou a procura do tratamento prótetico e expectativa de mudança após colocação da prótese total;
- preocupam mais com a mastigação e não com a estética, independendo do sexo dos pacientes.

A Odontologia terá uma mudança de rumos, dedicando-se cada vez mais ao atendimento de idosos que, dada as suas maiores perspectivas de vida, passa a ser um promissor mercado de trabalho para a classe odontológica.

Referências Bibliográficas

BAER, M.L.; ELIAS, S.A.; REYNOLDS, M.A. The use of psychological measures in predicting patient satisfaction with complete dentures. Int. J. Prosthodont., 5 (3) : 221-6, May-Jun, 1992.

BERQUÓ, E. Algumas Considerações demográficas sobre o Envelhecimento da População do Brasil. In Seminário Internacional sobre Envelhecimento Populacional: uma agenda para o final do século. Brasília, 1-3 de julho de 1996.

DEAN,A.G. et al. EPI INFO - version 5: a word processing, database, and statistics program for epidemiology on microcomputers. Georgia, USD, Incorpored Stone Mountain, 1990.

DIEHL, R.L.; FOERSTER, U.; SPOSETTI, V.J.; DOLAN, T.A . Factors associated with successful denture therapy. J Prosthodont. 5 (2): 84-90, Jun. 1996.

DOMITTI et al. Sistematização do Ensino Integrado da Prótese Total. São Paulo, Livraria e Editora Santos, 1990, 227 p.

GARRETT et al. (1996)- GARRETT, N.R.; KAPUR, K.K.; PEREZ, P. Efects of improvements of poorly fitting dentures and new dentures on patient satisfaction. J. Prosthet Dent., 76 (4): 402-13, Oct, 1996.

GIDDON, D.B.; HITTELMAN, E. Psychologic aspects of prosthodontic treatment for geriatric patients. J. Prosthet Dent., 43 (4): 1177 - 83, Apr., 1980

KIAUSINIS et al. (1996) - KIAUSINIS, V.; TAMAKI, S.T.; HVANOV, Z.V.; YAMADA, R.N. Avaliação clínica de duas orientações de montagem de dentes em prótese total: uma com curva de compensação e outra sem. Rev. Odontol. Univ. São Paulo, 10(4): 287-93, out-dez. 1996.

LAIRD, W.R; MCLAUGHLIN, E.A. Management and treatment planning for the elderly edentulous patient. Int. J. Prosthodont ., 2: 347-51, 1989.

MOLTZER, G.; VAN DER MEULEN, M.J.; VERHEIJ, H. Psychological characteristics of dissatisfied denture patients. Community Dent Oral Epidemiol., 24: 52-5, 1996.

ONU, 1982 Apud CHIARATO, D. Idoso que mais do que dentadura. . Assoc. Paul. Cir. Dent Jornal, Março 1999, p. 35, 1999.

ONU, 1999 Apud IBGE, 1999.

Orientando o paciente - Dentaduras. Rev. Assoc. Paul. Cir. Dent., 49(5): 393, set-out, 1995.

PEREIRA, A.C. et al. Periodontal conditions in elderly people using the Health Center Service "Geraldo de Paula Sousa" SP., J. Dent Res 75(5): 1101, 1996.

PINTO, V.G. Saúde Bucal: Odontologia Social e Preventiva. 3 ed. São Paulo, Livraria e Editora Santos, 1994. 415 p.

PINTO, V.G. Índice de cárie no Brasil e no mundo. RGO, Porto Alegre, 44(1): 8-12, 1996.

RAHMTULLA, A.A. Psychological considerations in complete denture services. J. Indian Dent. Assoc., 54(1): 7-10, Jan., 1982.

TURANO, J.C.; TURANO, L.M. Fundamentos de Prótese Total. Quintessence Publishing Co., Inc. 1988, Chicago, Ilinois. 1a edição, 1989.

VERVOORN, J.M.; DUINKERKE, A.S.; LUTEIJN, F. VAN DE POEL, A.C. Relative importance of psychologic factors in denture satisfaction. Community Dent Oral Epidemiol ., 19 (1): 45-7, 1991.

WOLF, S.M.R. O significado psicológico da perda dos dentes em sujeitos adultos. Rev. Assoc. Paul. Cir. Dent. , 52 (4): 307-16, jul-ago, 1998.




Dentaria.com © 1999 - 2002, Todos os direitos reservados.
Toda a informação apresentada é propriedade do Dentaria.com não podendo ser total ou
parcialmente reproduzida sem a devida autorização. Contacte a equipa Dentaria.com